SOBRE

A ESCOLA

ESCOLA DE CRIMINALISTAS é fundada sobre as bases de um fazer artesanal da advocacia criminal.

Isto implica em uma perspectiva de ensino-aprendizagem em que o foco recai sobre a transmissão de um ofício: o de criminalista.

Na transmissão deste ofício, o SABER-FAZER é aprendido de maneira prática, formal, no espaço da oficina, no contato do aprendiz com a matéria-prima, na observação e escuta da instrução-chave que se dá a conhecer pela palavra-ato do artesão mais antigo.

A advocacia criminal, como fazer artesanal, impõe conhecer em profundidade os ritmos, as pausas, os fluxos, as inflexões e os tons em jogo no processo penal, sua matéria-prima. E se o produto artesanal é sempre o resultado do ato do artesão, o saber-fazer, no ofício do criminalista, também implica um SABER-SER.

É assim que a ESCOLA DE CRIMINALISTAS propõe uma experiência de ensino-aprendizagem vivencial cujo fio condutor é necessariamente o processo penal e cuja metodologia dá acesso, tanto às sutilezas da prática processual, quanto ao desenvolvimento de competências comportamentais fundamentais para a excelência no exercício do ofício de criminalista.

Essas informações preciosas, os conteúdos e discussões realizados fermentarão nos participantes, segundo um trabalho de maturação que não merece ser acelerado: é o SABER-CONHECER.

Nesta construção coletiva, conjunta, compartilhada, os participantes escolhem e são escolhidos pela ESCOLA DE CRIMINALISTAS, segundo critérios que testemunham reciprocidade, admiração pessoal e profissional, afinidade de princípios, confiabilidade e potencial de transformação.

A metodologia empregada está fundada, essencialmente, no uso pedagógico das técnicas do Psicodrama, que é um dos ramos da Socionomia proposta por Jacob Levy Moreno (1889-1974).

A viga-mestra é um forte pacto de confiança na capacidade transformadora do indivíduo inserido em um grupo, com a preservação das informações ligadas ao delicado campo da intimidade de cada participante e que são trazidas para o crescimento de todos. Nunca mais sozinhos na Advocacia Criminal.
 

Além disso, a confiança permite a livre troca de experiências em questões técnicas e táticas de defesa, estratégias, sobre as relações com os diversos atores envolvidos no processo, sobre as angústias causadas por este andar na contramão da opinião pública, enfrentando todas as dificuldades da administração da carreira de profissional da advocacia criminal.

Uma Escola de Criminalistas com a determinação de propor um corajoso percurso de estudo, debate e transformação.

Agora existe uma. E é toda nossa…
Vem fazer Escola!